Quando minha garganta ficou seca
qual lago a sol estridente,
respirei fundo tantas vezes quanto me distraíssem.
E é de sonhador que eu vou,
de Maiakovski e desejo de revolução,
é da vontade de um sorriso;
mas que este não me traga a quietude.
Não calarei as minhas angústias por medo,
nem tentarei entender os temíveis erros.
Nesses infinitos universos do planeta
hei de me esconder e de me revelar.
Não preciso do reconhecimento que não me dizem
pois sei muito do que pensam.
Mesmo quando esmorecer for inevitável
estarei em pé e ninguém saberá.
Andando por entre as massas,
serei a mesma de sempre, deveras,
mas de sorrisos e lágrimas ocultas estarei vivendo
e não morrendo nesse tormento.