sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Ela tinha um papel nas mãos e um brilho incomum nos olhos.
Ela tinha um bilhete com algumas linhas preenchidas.
Era um bilhete!
Não uma carta de amor,
mas um bilhete!
Ela sorria bobamente como os loucos geralmente fazem.
E por dentro era toda euforia.
Pulava e arrancava os cabelos,
chorava e dava gargalhadas.
Prometia beijos e conquistas.
Parecia uma adolescente apaixonada.
Por dentro era toda euforia,
quando ali, naquele momento,
era apenas uma pessoa num lugar lotado.
Sorrindo e segurando um bilhete.