SUBMUNDO
Os castelos de seus sonhos
Transformaram-se num palácio escuro,
Vermelho e negro,
Sombrio e gélido.
As noites tranqüilas
Tornaram-se como pragas.
Cada vez que os olhos doíam,
A angústia de ter que ver
O submundo real,
A paz se dissolvendo
Como o sal na chuva.
O frio doloroso que irrita a pele,
E o tremor do medo
Apavorando os sentidos.
Os gritos de socorro
Pedindo para acordar,
Ignorados pelo Grande Mal,
Que ria em sua tortura sem fim!
Debatendo-se em sua cama,
Mas circulando pelo reino hostil.
A luta travada,
Mas pelo quê?
E naquele momento ela percebeu,
Ali se iniciava a vida.