Morgana sentiu a dor de olhar para ele
e reconhecer, depois de tudo,
seu próprio irmão.
Agora estava entre Arthur e Lancelote.
Tinha o coração confuso.
Em um, a magia daquela noite de casamento do rei com a terra.
No outro, a lembrança do dia em que quase disse-lhe tudo o que sentia no Tor.
Poderia ter se entregado a ele;
poderia, agora, não ter tanto peso sobre suas costas.
Os dois, primos, amigos, fiéis um ao outro.
Nenhum deles sabia o que realmente se passava no coração daquela mulher,
que nem por ser pequena deixava de ter uma força maior que a que eles pensavam ter.
Estava ali uma mulher que pouco chorava,
sobrinha (ou filha?) de Viviane,
a Senhora de Avalon, a Grande Rainha do Lago.
A filha desprezada de Igraine,
amante do próprio irmão e apaixonada por seu primo,
Morgana das Fadas!