A gente sempre sabe quando uma coisa não irá dar certo.
Mesmo que passe pelo desejo profundo a arte de, até o fim dos tempos - fantasia o sonho, suportar tudo, esperar tudo, superar tudo.
Mas é só depois de um tempo que as ruas voltam a ser sólidas,
e se percebe que nem todas as cores eram as suas.
E que nem sempre o seu vermelho foi o mais vermelho.
A gente se irrita tanto com a vida que um dia foi um troféu...
Mas se entedia quase que sempre quando o velho ócio volta.
Continuo sem saber se a vida poderia ter sido diferente, desde cada ato, gesto ou palavra.
Não está tudo escrito em lugar nenhum.
"Percorrer metade do caminho não é o mesmo que tomar o caminho errado".
Nem o certo.
Precisa ser o certo?
Ou ainda, o certo existe?
Ainda continuo achando que não.
Aliás, algum dia teria de existir uma chave.
Ou não.
Ou sim.
Porque eu vou continuar falando tudo e não dizendo nada,
pois pra mim, algo diz alguma coisa.
E aí? Vamos viver?