Eu não quero viver para sempre,
não quero cair para sempre,
e não quero o feliz para sempre.
Não quero uma eterna alegria nem eterna angústia.
Nem jardins sempre floridos,
nem abismos sem fim.
Porque foi-se um dia a infantilidade dessa crença.
E se não fosse assim,
francamente,
eu preferiria não participar de nada.
Nunca falei que eu seria boazinha.
Desconsiderei promessas.
Permiti que o mundo me surpreendesse.
E nem por isso me tornei menos amarga.
Ou menos doce.
É simples notar que trata-se de personalidade.
E personificação,
já dizia o português,
trata-se de caracterição humana.
Não quero ser des-humana,
nem sobre-humana.
Eu sou Bárbara.
Sou isto e só.