segunda-feira, 17 de setembro de 2007

O tempo voltou a correr.
Desde aquele dia em que estava parado.
Bem que eu já imaginava
que ele voltaria a acertar suas areias.
Talvez porque faltem, hoje, beijos,
faltem promessas que não se deva ouvir.
Talvez porque
não hajam porquês que o façam estagnar de vez,
uma vez que tudo passa, e, se não passa,
é a morte, medonha, a chegar.
O tempo que cura as feridas,
o que desfaz sorrisos e os substitui por outros.
O que faz dizer coisas que não dizem nada.
Que amedronta e acaba,
Fere, e deixa ferir.
Que traz como brisa,
algo que nem se espera.
Como folhas, voando numa tarde fria,
que distraem o pensador no parque.
É a este mesmo que me refiro.
É a ele que penso entender.
Olhando para o grande senhor da razão,
em frente aos seus grandes ponteiros
que nenhum homem conseguiu imitar,
em frente a ele é que eu sorrio,
com uma lucidez silenciosa.