De que isto vale?
Dilacera meu peito a saber
por onde andas.
Onde estão teus passos agora que estou aqui.
E minha intuição,
maldita intuição, às vezes,
me diz onde estás.
Pior,
diz que nem pensas em mim.
E eu sofro, choro e grito,
e nada disso adiantará.
Minha dor aos poucos se esvai
pela noite pranteada.
O mar não nega nenhum rio,
como a tristeza abre seus braços para seus filhos.
Não há nada.
Nada mais.
Por mim,
por ti e por tudo,
eu gostaria de estar ao teu lado,
mas isso não me cabe.
Adeus, sonhos singelos,
esta noite eu vou dormir,
esperando que meus sonhos te digam
o que minh'alma tanto necessita.