O suicídio é um poema edificado na mente.
Tão forte e arrasador quanto o próprio amor.
Tão ardente quanto a própra paixão,
que inunda o ser de um desejo ardil e inquietante,
e que não sossega
até que o que a alma deseja seja executado.
É uma obsessão que leva a um único destino,
tão singularmente exposto,
que reserva a cada fração de pensamento,
um momento eterno.
Não uma fuga à realidade
(O que é realidade, volto a perguntar?
Tudo o que vivemos não é fruto de impulsos elétricos?)
mas um mergulho ensimesmado,
em que na queda,
de braços abertos,
faz brotar um sorriso.
Uma forma de vda atraente sempre mais,
e que culmina
quando a fronteira entre o apego comum é ultrapassada,
originando seu contraste mais absoluto.
O que se teme.
O ser escondido na máscara de si.
O egoísmo tantas vezes evitado.
Como nascer para viver.
Como viver para morrer,
e morrer,
e viver novamente.
___---Escrito em 25/03/07
Enquanto Marcela caia,
seus últimos dois segundos clamavam desesperadamente pela vida.
Marcela Paim † 08/03/07 †
Descanse em paz, sua alma e sua memória.